Wednesday, October 29, 2008
O que fazer?
Oscar Wilde
Sunday, August 31, 2008
Monday, August 4, 2008
Sunday, June 1, 2008
Blueberry pies
No wind or waterfall could stop me
And then came the rush of the flood
The stars at night turned you to dust
Melt me down
To big black armour
Leave no trace
Of grace
Just in your honor
Lower me down
That corporate slob
Make a watch
For a space in town
For the lack of the drugs
My faith had been sleeping
Lower me down
In the end
Secure the grounds
For the later parade
Once I wanted to be the greatest
Two faced, sad little rock
When things I couldn't explain
Any feelings
Oh worn me down
In the end
Secure the grounds
For the lack of the drugs
My faith had been sleeping
For the later parade
Once I wanted to be the greatest
No wind or water fall could stop me
And then came the rush of the flood
The stars at night turned you to dust
Saturday, May 24, 2008
Thursday, May 8, 2008
Wednesday, April 30, 2008
Tuesday, April 29, 2008
Monday, April 7, 2008
Pizza e pistachios
Sunday, April 6, 2008
Friday, March 28, 2008
All packed
hey man what's your problem don't you know that i don't belong to you it's hard and hard enough to keep it up when everything is so new i'm not trying to forget you i just like to be alone come and give me the space i need and you may and you may and you may and you may and you may find that we're alright i'm not trying to forget you i just like to be my own come and give me the space i need and you may and you may and you may and you may and you may find that we're alright i mean no offense to you but grow up can't you just grow up? when are you going to give it your own go? give it your own go i know i'm being way too hard but i know that i'm trying i know myself and i know what i want to do i'm doing my best and i want to know is it good for you? you give me trouble you give me everything that you've got i'll show you that what's right for me ain't for you don't look out for me who are you to tell me how when you've problems of your own i do love you and i want to hold on to you for always
Bros, de Panda Bear
Odeio a TAP
Estive a vasculhar uns sites para aluguer de casas e já descobri a minha. A experiência em Marrocos diz-me que quando me apaixono à primeira vista por uma casa, sai-me caro (mais precisamente 650 euros por mês; quem mais paga isto por um estúdio em Rabat?). No entanto, em abono do meu sentido estético, quem lá entrou ficou boquiaberto pela decoração e restantes apetrechos tecnológicos. Quero casa pequenina, com cama grande, microondas e forno (é desta que vou aprender a fazer cozinhados mais elaborados). Tenho lá a Worten, para comprar a máquina de café, e de chá, e a Fnac, que em nada fica atrás da sua congénere de matosinhos, segundo informação de conhecedor.
A equipa de trabalho é constituída por pessoal jovem, a média de idades deve rondar os 30 anos. O código de vestuário consiste apenas numa pequena regra: não usar t-shirts com logótipos de futebol e não usar havaianas.
Estava eu a dizer que, seja lá pelo que seja, não era por causa de fazer as malas. Mas, também já não consigo lembrar-me pelo que era.
Wednesday, March 26, 2008
Tuesday, March 25, 2008
d' O Excesso
«(...) É por isso que renegamos o conhecimento desintegrador, porque o conhecimento, Fedro, não tem qualquer dignidade ou severidade; é sabedor, compreensivo, indulgente, não tem posição nem forma; tem simpatia pelo abismo, ele é o abismo. Por isso o rejeitamos energicamente, e desde então a nossa ambição é só a beleza, o que quer dizer a simplicidade, a grandeza, uma nova severidade, um incondicionalismo renovado, a forma. Mas a forma e o incondicionalismo, Fedro, levam à embriaguez e ao desejo, podem levar a criatura mais nobre a terríveis sacrilégios do sentimento, que a sua própria severidade pelo belo repudia por infames, levam ao abismo, também elas levam ao abismo. A nós, poetas, digo-to eu, é aí que elas nos levam, pois não somos capazes de elevação, mas de excesso. E agora, Fedro, vou-te deixar aqui, fica tu aqui e parte só quando já me não vires. »
Morte em Veneza, Thomas MannEsses abismos também eu os procuro. Fecho o olhos e deixo-me cair, sinto o ar gelado a pressionar-me a pele, fixar-me os movimentos dos membros, a sensação de vertigem a percorrer-me as pernas, instalar-se no baixo ventre. Apaixono-me pelo que vejo, a harmonia das formas, dos grandes olhos, do desenho dos lábios, a virilidade dos traços. E o andar; gosto de um andar pesado, que imprime em cada passada a certeza de querer ir naquele sentido. Um andar vagaroso e pesado. O corpo, ai!, o corpo; contemplação; depois, o toque, o cheiro, o gosto.
Snapshots
The Sopranos
Adriana La Cerva:
[at Christopher's intervention]
But when you killed Cosette, that was the last straw.
Anthony ‘Tony’ Soprano Sr.:
Killed the dog? What'd you do that for?
Christopher Moltisanti:
It was an accident!
Paulie ‘Walnuts’ Gualtieri:
Was it barking?
Todas as segundas-feiras, às 22h, podiam encontrar-me invariavelmente em frente à televisão para ver Os Sopranos. Era inquestionável perder um minuto que fosse da música dos Alabama 3 que abria as hostilidades... Woke up this morning, got yourself a gun.
Um dos episódios que me ficou gravado na memória foi aquele em que o Christopher Moltisanti (interpretado pelo Michael Imperioli que esteve há pouco tempo a filmar em Alfama Os Lovebirds), sob o efeito de drogas, mata o cão da namorada ao adormecer no sofá em cima do bicho. Tenho noção de que o propósito da cena não seria esse, mas eu cheguei às lágrimas pela via de gargalhadas incontroláveis. A espécie de canídeo (detesto cães pequenos) dava pelo nome de Cosette.
Monday, March 17, 2008
d' A Virtude e d' O Pecado
(...)
Num mundo inteiramente virtuoso, aconselhar-te-ia sempre a virtude, pois como para ela haveria recompensas implícitas, nela estaria infalivelmente a felicidade; num mundo totalmente corrupto, jamais te aconselharia outra coisa que não fosse o vício. (...) Dir-me-ás que é o vício que contraria o interesse dos homens e eu concordaria contigo num mundo composto, em partes iguais, de pecadores e virtuosos, porque então o interesse de uns chocaria logicamente com o dos outros, mas isso não acontece numa sociedade onde a corrupção impera. Nesta, os meus pecados só lesam os pecadores e determinam neles outros pecados, que os desforram, e ficamos todos felizes. A vibração torna-se geral, dá-se uma multitude de choques e de prejuízos mútuos, em que cada um recupera sem demora o que acabou de perder e se encontra, constantemente, numa situação benéfica. »
Os infortúnios da virtude, de Marquês de Sade
A obra que termino de ler foi escrita no breve espaço de 16 dias, em meados de 1787.
Tomando partido do trabalho realizado por Jean-Marie Goulemot, o objectivo final da escrita prendia-se não tanto com a ocupação do tempo livre que tinha entre mãos, mas mais com o tecer de uma defesa em nome próprio, encontrando-se o autor preso na Bastilha por deboche.
Ao longo das 160 páginas, pela boca das diversas personagens que o Marquês coloca sucessivamente na vida da nossa heroína, vai desfiando um rol de argumentos, semelhantes aos que transcrevi acima, tendo sempre em vista convencê-la (e, em última análise, convencer o leitor) de que a prática da virtude efectivamente não compensa. Cada vez que se antevê uma boa acção, já uma praga está a cair sobre a cabeça da pobre Justine (ou Sophie, o nome falso que adoptou ao longo de toda a narrativa, por motivos de protecção), enquanto que o elemento prevaricador é recompensado na exacta medida dos seus pecados.
É dada a provar a Justine, ainda em vida, uma pequena amostra dos prazeres e recompensas terrenas, para logo ser fulminada por um raio. A sua história de vida aproveitou, contudo, à sua irmã, que até àquele dia tinha seguido um modo de vida em tudo oposto ao da virtuosa. Após a conclusão da história, Marquês de Sade formula os votos de que também ao leitor aproveite, pois "a verdadeira felicidade só se encontra no seio da virtude e que se Deus permite que seja perseguida na Terra é para lhe reservar no Céu a mais lisonjeira recompensa".
Na minha humilde opinião, penso que o nosso querido Marquês de Sade não acreditava em palavrinha alguma desta conclusão.
Meanwhile
Francis Bacon






